terça-feira, 26 de maio de 2015

Regresso

Após deixar ao abandono o meu blog e por acidente me ter lembrado dele e de tudo o que escrevi, senti a extrema necessidade de voltar a dar-lhe vida.
Se sei como irá renascer não sei, mas penso que assim como a música surge através dos dedos do pianista, também as palavras irão surgindo na minha mente.

Quando há uns anos iniciei este blog, jamais pensei que o deixarei de fazer, mas hoje penso que voltou o tempo de cuidar dele e fazê-lo crescer.

Anos e anos de ausência, que ao olhar para o blog parece inacreditável que tenha deixado de escrever nele, mas principalmente que tenha passado tanto tempo desde que escrevi pela última vez.

Folhas e folhas de papel escritas à mão por todos os cantos da minha vida, sem nunca recordar que também aqui tinha o meu bloco de escritos.

JS

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A janela da saudade

Quando ao abrir a janela dos sonhos, é a tua voz que penetra a minha alma e é a tua imagem que preenche o meu corpo. Na certeza de que estarei a sonhar, tenho também a certeza de que tudo o que sinto é real, pois sinto em cada poro do meu corpo, em cada pinga de chuva que toca o meu corpo, em cada lembrança do teu cheiro, toque e beijo. Distância que rouba momentos, traz saudade, muita saudade, demonstrando mais uma vez como eu sou vulnerável a ti, meu amor! A viagem que agora começa, ainda vai longe de ver o horizonte, mas é a teu lado que a esperança se renova, mas e longe que sinto a tua presença preencher-me nos sonhos, quando já nada mais me resta... Ao fechar os olhos, sinto-te como se me abraçasses ou como se me beijasses, mas do que realmente sinto falta é da verdade disso. Não gosto de te ver partir, mas sei que partes com a certeza de voltares para mim... Assim, os sonhos vão matando a saudade que me corrói na ansia de te ver regressar!

No final de tudo, chego à conclusão de que amar-te é um dom, mas ser amada por ti é um privilégio*

Beijinho*

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"(...) ninguém sabe o suficiente para ser intolerante. (Karl Popper)
(...) o risco é absoluto, mas a esperança também é absoluta. (Jean Guitton)", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Escrevo para me libertar. Ou liberto-me para escrever?", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Uma coisa lançou profundas raízes em mim: a convicção de que a moral é o fundamento de tudo e a verdade a substância da moral. (Gandhi)", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"O perfeccionismo é uma doença de declaração obrigatória ou é uma manifestação de boa saúde mental? O perfeccionismo é a consequência de menos auto-estima ou uma forma de rigorosa honestidade intelectual? O perfeccionismo é um complexo de inferioridade ou uma complexa capacidade de perceber o que nos rodeia? O perfeccionismo vale a pena ou é um esforço para o vidrão dos desperdícios? O perfeccionismo é para nós ou para os outros? O perfeccionismo é mais moral, intelectual ou estético? O perfeccionismo é amigo da verdade, do bem e do belo ou adversário desprezível do pragmatismo?", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"O importante não é o que acontece, mas o que acontece em nós desse acontecer., (...) Vergílio Ferreira.
(...)
dar as mãos por nada significa esquecimento de nós próprios.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"(...) regra sociológica da sociedade: facilidade, repentismo, vulgaridade com que uns ajuízam outros, num turbilhão desgovernado de leviandade, despeito, inveja, mediocridade, logo explosivamente injusto. Vivemos uma época onde a etiquetagem das pessoas parace ser implacavelmente ligeira e volúvel.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"A autenticidade é a verdade do comportamento.
A fidelidade é o coração do comportamento.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Não será que parar também pode ser escutar, ver, compreender, sentir, amar? E não é isto a essência do viver?", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Na sociedade hedonista o que vale é o prazer. O limite máximo do prazer sem limite.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"O bem e o mal diluídos no novo reino das opiniões e das impressões, onde tudo vale porque nada vale para além das nossas circunstâncias. Uma nova amiba (a)moral que tudo aceita, excepto quando nos atinge na nossa pequenez.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"A ética da pedagogia não é a inacção do relativo. É, antes, a acção para principios de vida que deveriam cinstituir património insubstituível desta confundida humanidade.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Deus nunca mandou matar em nome d'Ele. Como João Paulo II disse (...), todos os crentes devem unir esforços para que Deus não fique refém das ambições dos homens.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Se Deus é a nossa intimidade absoluta, a Mãe é a nossa cumplicidade absoluta.
(...) Eis a vida, esse dom de Deus trazido ao mundo pela Mãe e certificado no mundo através do Senhor pela Graça de Sua Mãe.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"Entre o passado e o futuro, convencionou-se idolatrar o presente. Entre a memória e a utopia programou-se a aparência. Entre o que já foi e o que ainda não se sabe se vai ser inventou-se o estar. Entre a história e a tecnologia deixou-se germinar a ignorância indiferente.
O presente apenas existe no tempo que se torna passado. O presente é, apenas, esse momento fugaz que existe no tempo exacto em que desaparece. O presente é uma ínfima parede entre o passado e o futuro (...). O presente é a ausência de passado e de futuro. (...) O presente é o bilhete de identidade da rotina do instantâneo.
(...)
Quanto ao passado, oscila-se entre a memória curta e a diluição afectiva. (...)", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"E a vida também não se hierarquiza.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.

(Porque as pessoas têm direito à dignidade e respeito tanto em vida como na morte, independentemente do lugar e situação sócio-económica.)
"A vida não se relativiza, nem é moeda de troca.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"(...)
O mas está para o relativismo, como o sim e o não estão para o absolutismo.
(...)
O mas é o não obstante do sofrimento. O sofrimento não é o não obstante do mas.
O mas é a penitência laica do pecado para enfraquecer o código moral sob a bondosa semântica de um qualquer mas apresentado como símbolo de tolerância.
O mas é a versão intelectual do cínico, que perverte a hierarquia e reduz a pó o valor das palavras, actos e pensamentos. (...) mais ou menos, que mais não é que o intervalo da nossa indiferença, debilidade e cobardia.
(...) no e também há tolerância e respeito pelo outro. Mas há uma tolerância pela acção e pelo exemplo, não apenas uma tolerância corrosiva e diluente, onde nada cabe, porque tudo lá parece caber.
A ética é feita de muitos e's, embora na vida tenhamos de enfrentar muitos ou's numa relação com o mundo que nos exige a limitação de muitos outros mas's.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.
"(...) É o relativismo que amolece as consciências boas e endurece as satânicas. (...) que nos torna mais animais e menos pessoas. (...) que faz germinar as trevas e a indiferença. (...) que corrompe a alma por troca com qualquer outra mordomia. (...) que nos afasta da transcência e da procura de nós mesmos.", Do lado de cá, ao deus-dará, de Bagão Félix.